23 de abril de 2008

A pão-dura


Animadíssimo, um grupo de mineiros passava uns dias em Trancoso, na era pré-mansões, nos idos tempos tempos pré-Nizan Guanaes, quando Trancoso ainda era uma praia e não um balneário de ricos e famosos digno de uma dessas merdas de tablóides de celebridades (desculpem meus 13 leitores, vocês sabem que eu não costumo baixar o nível, mas nessas coisas que o povo insiste em chamar de revista eu não sei quem é pior: quem faz a "revista" ou quem compra...). Mas enfim, lá estavam eles, instalados numa casinha (ainda tinha casinhas naquele tempo...) onde saíam para a varanda e viam o tempo passar. Numa dessas saídas à varanda, viram passar mais do que o tempo: peladíssima, lá vinha a Elba Ramalho andando pela praia, quase como quando veio ao mundo: quase porque vestia apenas uma correntinha de ouro em volta da cintura. Desnecessário dizer que a Elba nua foi o assunto do dia. Mas eis que, no dia seguinte, lá estão eles varanda outra vez quando vem a Elba de novo, igualzinha à véspera. Um dos mineiros não resistiu:


- Pô, que mulher pão-dura... fica repetindo roupa...



Quem é doido de perder uma piada dessas?


7 de março de 2008

Gira mundo, mundo gira


O QED? conta o que está acontecendo neste mundo doido:

Em Tóquio, um homem de 39 anos foi detido por ter se vestido de mulher e tentado entrar em uma escola feminina para assistir aulas e confraternizar. Não ficou claro se ele tentou compartilhar o banheiro com as novas “colegas”, mas parece que o disfarce de Tetsunori Nanpei não durou nem dois segundos. Assim que entrou na escola, as meninas começaram a gritar e o japa gatuno foi rapidinho em cana. Engraçadinho, disse que comprou as roupas pela internet e queria apenas fazer um teste para ver se eram convincentes. Sei...

Já na Noruega, Barbora Skrlova (não tente falar isso sem um alongamento de língua, pode gerar uma contusão séria), uma cidadã tcheca (esses nomes cheios de consoantes e sem vogais não deixam dúvidas quanto à origem...) de 33 anos, se passou por menino e, ao contrário do japonês, se deu bem durante quatro meses, frequentando uma escola. A diretora da escola, Ingjerd Eriksen (só fale se já tiver feito o alongamento) declarou que achava o “menino” estranho, mas que, nessa idade, qual adolescente não é? Ademais, declarou que adolescentes nessa idade podem ser tanto masculinos quanto femininos... eu, hein? Essa Noruega deve ser uma terra de adolescentes muito, muito estranhos...

Na Alemanha, uma boa e uma má notícia: a boa é que de lá sairá o primeiro vôo nudista da História, com todo mundo peladão a bordo. Pede-se apenas que os passageiros compareçam vestidos ao embarque e vistam-se antes do desembarque. A má notícia é que, devido a medidas de segurança e a regulamentos internacionais, a tripulação, aeromoças (infelizmente) incluídas, terá de ficar vestida o tempo todo. Nada é perfeito... a não ser os perfeitos idiotas, claro (obrigado, Millôr...).

Em Varsóvia, na Polônia, a procuradoria, aparentemente sem ter nada mais importante para fazer, decidiu que não é injúria chamar sua excelência, o presidente Lech Kaczynski (já sabe, né? Sem alongamento lingual, nem tente...), de “estúpido”.
Então... Estúpido!!!

Aliás, dizem que um polonês, quando foi fazer exame de vista no DETRAN, foi questionado pelo funcionário do departamento médico se conseguia ler "C Z W I X N O S T A C Z" no quadro. O polonês, na lata, disse “Ler? Tá de sacanagem? Eu conheço esse cara!”

Na Suécia (tinha que ser na Suécia!!!) o esquadrão anti-bombas foi chamado para desarmar um... vibrador. O objeto estava dentro de uma caixa que foi enviada pelo correio e começou a vibrar durante a viagem. O zelador do prédio em Gotemborg que recebeu o pacote (no bom sentido, claro...) achou aquela vibração estranha e chamou o esquadrão. Parece que ele queria que apenas trocassem as pilhas...

Em Guadalupe, México, o pequeno Diego teve uma idéia sensacional para não ter que sair da cama e ir à escola: colou a própria mão à cabeceira da cama. Depois de mais duas horas de tentativas e do uso de um poderoso solvente, o menino foi solto. Já era tarde para a escola, mas ele não escapou de levar uma lição dos pais...

Enfim, só mais um dia no mundo mundial...



Quem é doido de não achar esse mundo uma comédia?

Cuma de novo?



Perguntado sobre sua já bastante adiada e, na opinião deste blog, já tardia aposentadoria, Burrinho Barrichello respondeu, literalmente: "Acho que tenho pelo menos mais dois anos em mim".

Explica muita, mas muita coisa mesmo...

Aliás, parece que ele ia se aposentar primeiro, mas a Ferrari mandou ele deixar o Schumacher passar na frente...

Quem é doido de ter dois anos em si?

5 de março de 2008

Cuma?


Deu (lá ele!) no UOL, ainda agorinha:


"Mulher é baleada na região dos Jardins"


Perguntar não ofende: onde foi o tiro, mesmo???



Quem é doido de levar um tiro na região... dos jardins?

A origem da dívida... e a dúvida sobre sua origem

Li este texto pela primeira vez há um bom tempo, provavelmente por volta de 2000 e, terceiro-mundista que sou, adorei. Difícil não concordar. Apesar disso, duvidei sinceramente da existência de tal cacique e, principalmente, que o protocolo fosse quebrado dessa forma em um encontro de chefes de estado. De qualquer forma, deixo-o aqui para deleite dos meus 13 leitores (sem desprezo à solicitação da Dani de tornar-se minha 14a leitora, mas é que imagino que sempre tem algum deixando de ler. Afinal, paciência acaba... mas que fique a Dani avisada de que ela se inclui entre os 13, com muita propriedade e muito orgulho de minha parte em ter leitores tão seletos...!), com a sugestão de que aproveitem os links depois do texto para saber mais sobre a polêmica autoria do mesmo. E, é claro, que infernizem a vida dos europeus com ele... pelo menos dos que falam português... pena que eles não mandam PN...

O DISCURSO DO SÉCULO

Um surpreendente discurso feito pelo embaixador Guaicaípuro Cuatemoc, de descendência indígena, advogando o pagamento da dívida externa do seu país, o México, deixou embasbacados os principais chefes de Estado da Comunidade Européia. A conferência dos chefes de Estado da União Européia, Mercosul e Caribe, em maio de 2002 em Madri, viveu um momento revelador e surpreendente: os chefes de Estado europeus ouviram perplexos e calados um discurso irônico, cáustico e de exatidão histórica que lhes fez Guaicaípuro Cuatemoc.

“Aqui estou eu, descendente dos que povoaram a América há 40 mil anos, para encontrar os que a ‘descobriram’ só há 500 anos. O irmão europeu da aduana me pediu um papel escrito, um visto, para poder descobrir os que me descobriram. O irmão financista europeu me pede o pagamento — ao meu país —, com juros, de uma dívida contraída por Judas, a quem nunca autorizei que me vendesse. Outro irmão europeu me explica que toda dívida se paga com juros, mesmo que para isso sejam vendidos seres humanos e países inteiros sem pedir-lhes consentimento. Eu também posso reclamar pagamento e juros.
Consta no ‘Arquivo da Cia. das Índias Ocidentais’ que, somente entre os anos 1503 e 1660, chegaram a São Lucas de Barrameda 185 mil quilos de ouro e 16 milhões de quilos de prata provenientes da América.

Teria sido isso um saque? Não acredito, porque seria pensar que os irmãos cristãos faltaram ao sétimo mandamento!

Teria sido espoliação? Guarda-me Tanatzin de me convencer que os europeus, como Caim, matam e negam o sangue do irmão.

Teria sido genocídio? Isso seria dar crédito aos caluniadores, como Bartolomeu de Las Casas ou Arturo Uslar Pietri, que afirmam que a arrancada do capitalismo e a atual civilização européia se devem à inundação de metais preciosos tirados das Américas.

Não, esses 185 mil quilos de ouro e 16 milhões de quilos de prata foram o primeiro de tantos empréstimos amigáveis da América destinados ao desenvolvimento da Europa. O contrário disso seria presumir a existência de crimes de guerra, o que daria direito a exigir não apenas a devolução, mas indenização por perdas e danos.

Prefiro pensar na hipótese menos ofensiva. Tão fabulosa exportação de capitais não foi mais do que o início de um plano ‘MARSHALL MONTEZUMA’, para garantir a reconstrução da Europa arruinada por suas deploráveis guerras contra os muçulmanos, criadores da álgebra, da poligamia, e de outras conquistas da civilização.
Para celebrar o quinto centenário desse empréstimo, podemos perguntar: Os irmãos europeus fizeram uso racional responsável ou pelo menos produtivo desses fundos?
Não. No aspecto estratégico, dilapidaram nas batalhas de Lepanto, em navios invencíveis, em terceiros reichs e várias formas de extermínio mútuo. No aspecto financeiro, foram incapazes, depois de uma moratória de 500 anos, tanto de amortizar o capital e seus juros quanto independerem das rendas líquidas, das matérias-primas e da energia barata que lhes exporta e provê todo o Terceiro Mundo.
Este quadro corrobora a afirmação de Milton Friedman, segundo a qual uma economia subsidiada jamais pode funcionar e nos obriga a reclamar-lhes, para seu próprio bem, o pagamento do capital e dos juros que, tão generosamente, temos demorado todos estes séculos em cobrar. Ao dizer isto, esclarecemos que não nos rebaixaremos a cobrar de nossos irmãos europeus, as mesmas vis e sanguinárias taxas de 20% e até 30% de juros ao ano que os irmãos europeus cobram dos povos do Terceiro Mundo.
Nos limitaremos a exigir a devolução dos metais preciosos, acrescida de um módico juro de 10%, acumulado apenas durante os últimos 300 anos, com 200 anos de graça. Sobre esta base e aplicando a fórmula européia de juros compostos, informamos aos descobridores que eles nos devem 185 mil quilos de ouro e 16 milhões de quilos de prata, ambas as cifras elevadas à potência de 300, isso quer dizer um número para cuja expressão total será necessário expandir o planeta Terra.
Muito peso em ouro e prata... quanto pesariam se calculados em sangue?
Admitir que a Europa, em meio milênio, não conseguiu gerar riquezas suficientes para esses módicos juros, seria como admitir seu absoluto fracasso financeiro e a demência e irracionalidade dos conceitos capitalistas.
Tais questões metafísicas, desde já, não inquietam a nós, índios da América. Porém, exigimos assinatura de uma carta de intenções que enquadre os povos devedores do Velho Continente e que os obriguem a cumpri-la, sob pena de uma privatização ou conversão da Europa, de forma que lhes permitam entregar suas terras, como primeira prestação de dívida histórica..."


http://www.nao-til.com.br/nao-77/v-divida.htm
http://www.quatrocantos.com/lendas/110_guaicaipuro_cuatemoc.htm
http://chapundifornio.multiply.com/journal/item/25

4 de março de 2008

O dia em que encontrei o Chuck Berry


Acabava o show do Chuck Berry em Belo Horizonte (Era 96 ou 97? Ih, esse neurônio encontra-se fora da área de cobertura ou encontra-se desligado...) e nós, eu e dois amigos, entre impressionados com a vitalidade do velhinho e extasiados pelo show, íamos entrando no carro e nos preparando para o pequeno engarrafamento que havia se formado à porta da casa de shows, na Via Expressa. Íamos passando exatamente em frente à casa de shows quando um sujeito começou a tentar parar o trânsito. Parei e passou uma Mercedes na minha frente. Achei um desaforo o cara parar o trânsito para passar uma Mercedes na minha frente e, desrespeitando a indicação, avancei e assumi o lugar logo atrás da Mercedes. Atrás de mim, em atitude desesperada, surgiu uma van. Os engravatados dentro da van estavam nervosos, agitados, gesticulando para o Mercedes. Avancei e emparelhei com a Mercedes para ver quem era. Adivinhou? Ninguém mais, ninguém menos que Mr. Berry em pessoa, o bom e velho Chuck, ao volante, com uma loura fenomenal ao lado. Na van, seguiam seus seguranças, desesperados com a interferência daquele carro entre eles e o protegido. O sinal fechou. Chuck parou. Parei também, bem ao lado dele, para pânico dos engravatados. Abaixamos os vidros e, súditos fiéis, aproveitamos aquela oportunidade, quiçá única, e buzinamos, gritamos e fizemos reverência a Chuck em plena rua: “Master, master, master!”. Chuck se divertiu. Riu horrores, de verdade, agradeceu e, intrepidamente, subiu a rua na contramão com a van atrás e deixou a mim e a meus dois amigos parados no sinal, gritando uns com os outros, sem acreditar na sorte que tiveram naquela noite. No final das contas, o Chuck é que viu um show da gente...
Quem é doido de não tietar o Chuck Berry?

Esse é dos melhores

Para quem viu e se divertiu muito com esse que é um dos melhores filmes do trio ZAZ. Se você não viu, nem veja aqui: alugue o filme e veja completo!

20 de fevereiro de 2008

A Múmia


Atropelada durante o Carnaval, minha irmã, graças ao bom Deus, está bem. Pelo menos em comparação com o que poderia ter acontecido, está ótima. Duas fraturas no pé, uma na mão e escoriações enormes e generalizadas foram o saldo de seu passeio carnavalesco. Informado do fato durante uma tentativa de viagem a Subaúma (detalhes ficam para outro post, mas sugiro a todos os que pensam em se aventurar na Linha Verde uma providência simples: risquem Subaúma do mapa e tenham certeza de que sua viagem será MUITO melhor assim...), retornei a Salvador e fui encontrá-la em casa, toda enfaixada. Não deu pra perder a oportunidade:

- Porra, irmã, o Carnaval acabou ontem, tira essa fantasia de múmia!

A gente perde o amigo para não perder a piada. Imagine piada com irmã, que é imperdível...

Quem é doido de não achar sempre um motivo para rir? Mesmo que seja de si mesmo...


18 de janeiro de 2008

Chora, miséra II


ACMinho, Grampinho, Cabelo de Playmobyl (ou como vocês preferirem chamar o deputado federal ACM Neto) deve ter uma memória (convenientemente) curta, bem como seus colegas Demos. Ontem, na Lavagem do Bonfim, protestava o pocket congressman, o deputado de bolso, em altos brados por estar a Prefeitura (escrita com maiúscula apenas por respeito à norma, não ao prefeito, fique claro...) arrancando as faixas que ele colocou, deixando as dos demais políticos, aliados do prefeito e do governador:

- É um ato arbitrário, que confronta com a democracia, e que sobretudo desrespeita a natureza da festa de Senhor do Bonfim, onde cada um livremente pode manifestar a sua devoção - afirmava o mini-deputado.

Ora, ora, parece até que o mini-deputado esqueceu que foi seu avô quem ensinou essa lição à então oposição, que também bradava. A diferença é que a TV Bahia não mostrava os brados deles como mostrou ontem os do mini-deputado. Questionado pela reportagem da emissora, o prefeito assegurou não haver orientação no sentido de retirar as faixas e que o funcionário seria identificado e punido.

Arrisco-me a dizer que punido exemplarmente. Com, digamos, umas duas semanas de licença remunerada e um aumento no salário...

Definitivamente, está mais que provado que quem nunca comeu melado, quando come se lambuza. Mas pelo visto, parece que também quem nunca pastou, quando pasta se engasga...

Quem é doido de ter a memória tão fraca assim?

Para poupar meus leitores, este post vai com ilustração só da lavagem do Bonfim. Foto do deputado-chaveirinho, ninguém merece...

8 de janeiro de 2008

Dá-lhe, Winston!


Para aqueles entre meus 13 leitores que não o sabem, este blogueiro adora o tema II Guerra Mundial e adora ler sobre o mesmo. Não por acaso, desenvolvi uma admiração enorme por Winston Churchill, cujas frases, especialmente as respostas ferinas, eu adoro. Eis uma delas: em seu discurso de vitória, querendo ressaltar o caráter inglês, o Marechal-de-Campo inglês Montgomery mandou essa: "Não bebo, não fumo e não fornico e sou o general inglês vitorioso desta campanha!".

Churchill, comentando com seu vizinho de poltrona, saiu-se com essa: "Eu bebo, fumo, fornico e ainda sou o chefe dele!".


Quem é doido de mexer com Churchill?

7 de janeiro de 2008

Apaguê le cigarrô, messiê!


Aos franceses porres que acham um absurdo não poder fumar mais em qualquer lugar, um aviso: de primeiro de janeiro em diante, este passou a ser um blogueiro sans cigarette, ou cigarrete free (veja bem: passou a ser, nada daquela canalhice de "vai passar a ser" que é sinônimo de promessa que nunca será cumprida). Amanhã às 17:10h vai fazer uma semana que não fumo um cigarro.
Sem adesivos, sem hipnose, sem chicletinhos e sem aquele famoso "último cigarro" que, invariavelmente, virava o primeiro de muitos outros. Aos que querem a fórmula, ei-la: decidi e parei! Simples assim.
E, se eu consigo parar, qualquer francês também consegue... Se bem que tem o lance de ser derrotado pelo vício, né? No caso dos franceses, parece que eles têm uma compulsão histórica e especial em ser derrotados por quem quer que seja...
Quem é doido de, contra todos os argumentos, continuar fumando, especialmente num mundo não-fumante?

11 de dezembro de 2007

O dia em que Tim Maia mandou a PM soltar um preso


Na platéia, presente ao Parque de Exposições Agropecuárias da Bahia, o alívio veio assim que o apresentador anunciou:

- E atenção, galera: Tim Maia já chegou!

Agora, sim! O cara já tinha chegado. Todo mundo estava morrendo de medo do cara não aparecer e ficarmos sem show, ou pior, condenados a assistir às demais apresentações previstas na noite, cujo espírito era mais, digamos, afeito ao local. Mas o Tim era o Tim e valia o ingresso. E veio o homem, com sua blusa azul brilhante e o vozeirão característico. Estavam, ele e a Banda Vitória-Régia, inspirados. Súbito, lá pela metade do show, o inevitável aconteceu:

- Banda Vitória-Régia, pára tudo, pára a música!

Pronto, pensamos. Agora, os intermináveis "Mais graves, mais agudos, mais retorno!" e lá se vai o show (aliás, diz uma piadinha que, certa vez, internado num hospital, o médico perguntou ao Tim qual era o seu estado e ele respondeu "mais grave, mais agudo, cadê a enfermeira, eu quero um médico!"). Mas, ao invés de se dirigir ao operador de som, Tim dirigia-se a uma pequena confusão surgida no meio da platéia. A polícia levava um rapaz, que se debatia. Tim interveio:

- Boa-noite! Porque é que estão levando o rapaz? Como? O quê? Um baseadinho? E é só ele que o senhor vai prender? Então, tem que prender todo mundo... ou soltar o rapaz! Bota a luz aqui em cima do rapaz!

Como primeiro efeito da luz, soltaram as mãos do rapaz e o liberaram da "gravata" que ele estava levando de um soldado. Um atônito oficial, no meio dos soldados, respondia ao Tim, visivelmente desconcertado com a súbita notoriedade que o artista lhe conferia. Respondeu, com gestos, que iria levar o rapaz. Mas era tarde. O Tim já tinha comprado a briga.

- Então, tenente, é o seguinte: ou solta o rapaz ou acaba o show aqui. E que todos fiquem sabendo que foi a PM que acabou com o show.

Em delírio, a multidão respondeu:

- TIM MAIA, TIM MAIA, TIM MAIA TIM MAIA!

E eis que a multidão vai apertando o círculo aberto em torno dos PMs, pedindo show. Com medo do que poderia acontecer, o a essas alturas desesperado tenente ordenou que o rapaz fosse solto. Do palco, Tim gostou:

- Atenção, Banda Vitória-Régia! O show vai continuar! E você, rapaz, não dá mole, não. Já viu que os "homi" querem você, cumpade! Atenção, segurança: libera a entrada do rapaz no camarim. Vai pra lá que o lugar é bom pra ver o show e depois a gente toma um uísque... guardou a ponta ou tomaram de você? Beleza, rapaz esperto... guarda ela direitinho...

E seguiu o show! O melhor do Tim Maia a que eu tive oportunidade de assistir. A todo momento, víamos, ao fundo do palco, o tal rapaz, se divertindo como nunca e, a partir daquele dia, com uma história sensacional para contar para os netos. Se é que algum dos dois conseguiu se lembrar depois do uísque. E da ponta, é claro... nem me passou pela cabeça que o Tim estivesse pensando em mandar o rapaz se livrar do flagrante...

Quem é doido de não achar o Tim Maia uma grandessíssima figura???

30 de novembro de 2007

Chora, "miséra"!


Primeiro o Vitória voltou à elite do futebol e depois o Bahia respirou após escapar do inferno da terceirona. Então, acho que já dá para arriscar contar essa história sem expor a vida de seu personagem ao risco. Era a fatídica tarde em que, abraçados, Bahia e Vitória cairam para a terceirona. Chegando em casa, meu amigo e colega de flamenguice Gabiru chegou à sua morada e encontrou o porteiro em prantos, choroso pela queda de seu Baêa. Compreensivo, humano, ele abraça o porteiro e exorta-o a olhar em volta, aproveitando a localização elevada do prédio, de onde se tem uma abrangente vista de Salvador:


- O senhor está vendo isso tudo, seu João?


Desconfiado do rumo da conversa, o bom porteiro olha aquela vista e começa a perceber que futebol era, de fato, um assunto menor diante da vastidão do mundo. Agradecido, olha para o Gabiru:


- É, bonito, né?


Ignorando os riscos (e a Convenção de Genebra, que proíbe a tortura) e levando ao pé da letra o tal do "perco o amigo mas não perco a piada", o Gabiru fulmina:


- Bonito uma porra! Tudo isso aí que o senhor tá vendo, seu João, tudo isso, é tudo terceira divisão!!! Agora chora, "miséra"!


Até hoje me pergunto como é que o porteiro não matou o cara...


Quem é doido de dizer uma coisa dessas para um torcedor fanático?

27 de novembro de 2007

O espanta-genros




Para a história fazer sentido, é preciso que, antes de mais nada, você conheça o Naldinho, um primo meu pra lá de engraçado. Para começar, de "inho" ele não tem nada. São pelo menos 180 quilos de graça, com uma barba cerrada que pode deixá-lo igualzinho ao Brutus,aquele do Popeye. E bem que ele tem seus momentos de Brutus. Esse foi um deles, narrado pelo próprio:

"Chego em casa e já vejo o carro do namorado da Soninha, minha filha, lá embaixo. Aliás, importado, o valor dava uns quatro do meu. Ela estava trazendo o cara para me conhecer. E eu já estava puto, tinha tido um dia foda, difícil mesmo. Aí, chego lá em cima e encontro o malandro com os dois pés no sofá e a cabeça no colo da Soninha. Levantou, me cumprimentou e eu nem deixei ele falar:

- Sônia, por favor, busque uma cadeira na sala.

Ela foi, buscou, sem entender nada e colocou na minha frente. Convidei o rapaz a sentar e só disse isso para ele:

- Agora, encosta as costas inteiras nas costas da cadeira. Isso! Agora, coloque os dois pés no chão. Isso! Viu? É assim que se senta na casa dos outros...

O que eu tive que ouvir da Sônia depois foi um absurdo, mas não resisti. E, de quebra, o safado nunca mais teve coragem de aparecer lá em casa! Pensando bem, até que foi bom..."




Quem é doido de ter o Naldinho como sogro?

23 de novembro de 2007

Fazendo escola


Não sei se é o caso de dizer que é um bar que, com esse nome, tem tudo para agradar ou se uso a frase de encerramento clássica:


Quem é doido de ir no Quem é Doido?

Aos que se interessarem, fica, garante uma fonte, em Lençóis (a fonte deve ser de água mineral...). Vão e me contem como é...